“A Izabel cumpriu-se o tempo de dar a luz, e teve um filho. Ouviram os seus vizinhos e parentes que o Senhor usara de grande misericórdia para com ela e participaram de seu regozijo.” Lucas 1. 57,58

Esta época do Calendário Litúrgico, que estamos atravessamos, é das mais significativas  para a Cristandade, sobretudo pelo fato desta espera ser festiva. Esperamos o Messias que vem, ou que volta, com festas, com cânticos, com danças, com celebrações. Este encontro promete ser emocionante, a volta do Rei se dará em meio a turbulências e insconstâncias diversas, mas  Ele colocará todas as coisas em seu devido lugar e reinará sobre todos. O Natal é uma festa da Igreja, é o povo chamado pelo nome do Senhor que tem revitalizado esta comemoração, transformando-o na maior festa da Cristandade. Comunidade ribeirinhas, afastada dos grandes centros, povoados dispersos pelos diversos recantos deste pais se preparam para a grande comemoração. Natal é Cristo entre nós, não é presentes caros ou baratos, mesa farta, bebida distribuída sem parcimônia a quem estender o copo. Natal é resposta de deus ao mundo perdido. Natal  é a garantia de um novo começo, de um “Reino” que não se manifestou completamente e que não terá fim. Em 1952 duas paróquias católicas procuraram o seu bispo para fazer uma queixa e ao mesmo tempo um apelo, Barra do Piraí (RJ) e  paróquia do Rio Grande do Norte, a questão era a seguinte: Os católicos reclamavam ao Bispo que no natal as igrejas protestantes ficavam todas iluminadas festivas, alegres, no entanto muitas igrejas católicas nesta mesma data permaneciam fechadas, pois não havia padre para celebrar o natal e tornar o povo feliz. Os Bispos ouviram a reclamação e com ele surgiram “As comunidades de base” , igrejas que funcionam sem padres, dirigidas por leigos que recebiam autorização para exercer algumas responsabilidades pastorais, e os natais daquela gente nunca mais foi triste, porque o próprio povo agora podia celebrar o nascimento de Jesus e tornar esta época do ano mais alegre.

O momento de Izabel é depura alegria, seus amigos,seus vizinhos, seus parentes foram visitá-la e regozijar-se com ela. O menino também passaria a fazer parte do natal, pela sua inserção, pelo papel a ser empenhado na História da Salvação. Hoje, ainda, continuamos a fazer do Natal a maior festa religiosa do Cristianismo, por tudo que o Natal representou e que ainda vai representar, por todas as pessoas que se alegrarão pela promessa de “paz na terra e boa vontade s entre os homens”, por todos que se animarão pela possibilidade da construção de um “Reino de alegria, justiça e paz no Espírito Santo”, por todos que acreditarão na promessa de um novo céu e uma nova terra e querem participar neste esforço de  construção deste tempo. Por todos que querem cantar como os anjos cantaram : “ Glória a Deus nas maiores alturas, e paz na terra entre os homens, a quem ele quer bem”Lc2.14

È tempo de regozijarmos, é tempo de distribuir a alegria ,é tempo de cantar : Feliz Natal!