Rev. José Magalhães Furtado

“E, entrando ele em Jerusalém, toda a cidade se alvoroçou, e perguntavam; Quem é esse? E as multidões clamavam; Este é o profeta Jesus, de Nazaré da Galiléia!” Mt 21.10-11

O tempo estava cumprido, toda sorte de ensino e milagres já tinham sido feito, os discípulos foram instruídos e preparados para realizarem os seus ministérios, o povo da Judéia e das outras áreas já o conheciam; era preciso avançar, chegar a Jerusalém e impactar o centro do império religioso e político da época.

Um rei comum chegaria montado num bonito cavalo, seguido pelo seu exército para demonstrar força e poder e com muita demonstração de aceitação, quer ela seja natural ou forçada. Um rei comum viria ricamente ornado, e seguido por expressivo número de ricos e abastados. Viria acompanhado de outros reis amigos,solidários nessa empreitada.

Jesus entra em Jerusalém montado numa jumenta com seu jumentinho ao lado, que por sinal não era dele. As roupas dele eram feitas por Maria, a multidão que o acompanhava era de pobres, gente humilde que formavam o seu cortejo. As pessoas estendem as suas vestes pelo caminho fabricando um tapete, acrescentado por galhos de arvores, folhas de palmeiras e muitos gritos de hosana ao filho de Davi! Bendito ao que vem em nome do Senhor! Hosana nas maiores alturas!

Jerusalém, chamada de cidade do Rei, não estava preparada para receber o Rei dos Reis, nem o conhecia. Aquele que fora encarnado através do ventre de Maria, que era a personificação do próprio Deus, era ali um mero desconhecido. Seu povo quebrava o silencio e forçava que todos soubessem quem era ele,faziam questão de afirmar que finalmente o rei chegara, é bem verdade de forma nada convencional, mas cumprira as Escrituras.

Todos precisavam conhecer Jesus, não bastara a procissão de fiéis, os gritos das crianças, o alarido dos hosana ,o coro do bendito o que vem em nome do Senhor! Era preciso explicar cuidadosamente quem era aquele homem sentado na jumenta deslocando-se pelas ruas apertadas pelo acúmulo de pessoas. Foi preciso lembrar a todos das profecias a respeito dele e mencioná-la às multidões. Agora Jerusalém não podia mais dizer que não o conhecia, podiam não crer nele, podiam menosprezá-lo, mas dizer que não o conheciam era impossível. Eles mesmos se tornariam diante de Deus testemunhas de que a salvação os alcançara e eles a recusaram.

Passado tanto tempo, continuamos a lembrar da entrada de Jesus em Jerusalém, a chamamos de “Domingo de Ramos”, pelas circunstancia da entrada. Não é só uma festa bonita, é significativa. Atesta para o povo de 2011, que o Jesus que adentrou em Jerusalém, voltará, não indefeso montado numa jumenta, mas em toda a sua glória, para receber os vivas de alegria, e sobretudo para como um advogado defender diante do Pai, aqueles que lavaram as suas vestiduras no “sangue do cordeiro”, para que entrem na “cidade celestial” pelas portas! Hosana ao Rei que vem em nome do Senhor!

Pr. José Magalhães Furtado