Arquivo para setembro de 2011

Afinal de contas, o que está acontecendo com a Somália?


Rev. José Magalhães Furtado

Banhada pelo Oceano Indico e pelo Golfo de Adem, a Somália faz divisa com o Djibuti, a Etiópia e o Quênia. O clima de elevadas temperaturas , escassas e irregulares incidências de chuva, principalmente ao norte. População nômade e seminômade em sua maioria, restando 25% de componentes sedentários agrícolas e urbanos.

Com exceção de Hargeysa, todas as cidades importantes estão situadas na costa, mas só Mogadíscio, a capital, tem mais de 1000.000 habitantes.A Somália tem uma população de 7,5 milhões de pessoas, dos quais metade precisa de ajuda para sobreviver. O idioma é o cussita, se organizam em clãs e são majoritariamente da religião do Islã.

Contando com uma agricultura subdesenvolvida baseada na agricultura e na pecuária, cultivam banana, milho,sorgo,mandioca, cana de açúcar. A seca, as inundações, a inflação, a crescente dívida externa e a guerra, tem deixado a economia bastante debilitada. Nem a sobrevivência ao período colonial tem sido tão difícil como a presente sobrevivência diante desta severa seca.

O país vive uma das piores secas dos últimos 50 anos, que tem levado a um Êxodo sem precedentes ,de milhares de somalis para o Quênia e para a Etiópia, fugindo da guerra, da fome e da morte. A UNICEF estima que 780.000 crianças correm o risco de morrer se não receberem ajuda humanitária imediata.

Sem governo central há 20 anos, desde a queda do ditador Mohamed Siad Barre, tendo o vácuo de poder sido ocupado por duas milícias: União Africana (Amisom) e Al Shabaab. Sem contar que a Somália nunca foi verdadeiramente desarmada, havendo no território, milícia das milícia e Senhores da guerra, o que mostra o tamanho do caos em que o pais está metido.

Em 1990, na tentativa de levar alimento à população oprimida pelas milícias, os Estados Unidos enviaram 25.000 soldados para furarem o bloqueio, permitindo o alimento chegar aos necessitados; essa guerra de guerrilha foi um dos maiores fracassos das Forças Armadas Americanas.

O filme “Black Hawk Down” mostrou o terror que foi aquela batalha em que 18.000 mil soldados americanos morreram, sem conseguir desmantelar as milícias, e sem cumprir integralmente o intento de fazer o alimento chegar aos famintos.As milícias conseguiram capturar boa parte dos alimentos, criaram uma rede criminal que vendeu os alimentos saqueados lucrando milhões de dólares, fortalecendo o terrorismo.

Em 2011, o Programa Alimentar Mundial e outros, ainda estão distribuindo comida, em um novo modelo; dando o dinheiro ou o vale alimentação, para que o necessitado compre o seu próprio alimento, gerando com isso uma rede privada de comercio de alimentos, que pode melhorar a economia da região.

Incluindo à Somália, o Quênia e a Etiópia, o total de crianças em situação de desnutrição severa é da ordem de 2,3 milhões nesse momento. Diante desse quadro, mais de mil pessoas estão fugindo por dia, em uma paisagem repleta de bandidos anárquicos e milicianos, caminhando durante semanas para chegar aos portões do maior acampamento de refugiado do mundo, em Dadaad, no norte do Quênia.

A milícia Al-Shabaab, aliou-se ao Al-Qaeda e transformou a Somália, em um ponto central do terrorismo mundial, pior do que isso não podia acontecer.

O governo Queniano diz estar sobrecarregado e tem impedido as Nações Unidas de abrir um novo acampamento de US$ 15 milhões em Dadaad, que poderia ajudar a absorver o fluxo; no entanto, o risco dessas pessoas nunca mais quererem voltar, forçará o governo do Quênia a absorver quase mais uma população, com os riscos decorrentes de cuidar de tamanho contingente de exilados.

Muitas agências estão ajudando e tentando ajudar, sob o comando da ONU:

  • Programa Mundial de Alimentos
  • UNICEF
  • Agencia de Refugiados das Nações Unidas
  • Médicos sem Fronteiras
  • Cruz Vermelha Internacional
  • CARE
  • Save the Children
  • Action AID

Recentemente na reunião de cúpula sobre a fome em Nairóbi, no Quênia, o Primeiro Ministro da Etiópia, Meles Zenawi, propôs estabelecer corredores humanitários à força de modo que a ajuda alimentar possa ser entregue nas áreas controladas pelo Al-Shabaab . No entanto poucos doadores ocidentais se animaram a enfrentar outra guerra para fazer chegar o alimento aos famintos. O problema não é só a falta do alimento, mas a dificuldade de faze-lo chegar aos famintos somalianos.

Conclamo cada pessoa de boa vontade, a se inserir numa cruzada espiritual de oração, clamor e jejum; que quebre a estrutura demoníaca de opressão, que destina para a morte milhões de pessoas na Somália; estrutura essa, que tem como pretensão construir um novo país, ou poder explorar livremente as riquezas do subsolo somaliano, ou fazer da Somália o paraíso do terrorismo internacional etc.

A oração do justo, pode muito em seus efeitos” Tg 5.16, então vamos orar ao Senhor, esperando o mover de Deus, já que a forças das armas não conseguiram, a diplomacia falhou. Deus não falhará em todos os seus propósitos, para o povo da Somália, e para os sofredores do mundo todo. Oremos. Amém!

Rev. José Magalhães Furtado

 

Fontes:

  • Grandes Impérios e Civilizações- Edições Prado
  • Internet

AS TORRES NOSSAS DE CADA DIA.

E, saindo ele do templo, disse-lhe um dos discípulos: Mestre, olha que pedras e que edifícios! E, respondendo Jesus, disse-lhes: Vês estes grandes edifícios ! Não ficará pedra sobre pedra que não seja derribada.” Mc 13.1-2

No dia onze de setembro de dois mil e um,terça feira, pela parte da manhã, eu estava na Sede Regional na reunião da Coream, quando o bispo recebe um telefone e diz: Dois aviões foram lançados sobre as “Torres Gêmeas” em Nova York, e um sobre o Pentágono em Washington; a reunião acaba nesse momento, não há mais nada a falar ou a dizer, é momento de orar e ligar para algum conhecido que estivesse perto desses locais.

Comecei a ligar para a minha filha Cintia, que dirigira no dia anterior 14 horas do Mississipe até Washington e tinha ligado para gente dizendo que chegara bem, estava bem perto do Pentágono, descansaria na terça e na quarta feira começaria seu estágio de jornalismo num jornal da cidade. Horas de apreensão e oração até que ela consegue ligar para mim, falando da tragédia que ela viu da janela do apartamento, naquela fatídica manhã do 11 de setembro.

Passaram-se dez anos, e aqui estamos nós administrando nossas memórias; lembrando-nos dos três mil mortos da tragédia, das famílias desfeitas pelo terrorismo, das cidades dilaceradas, do mundo que nunca mais foi o mesmo, das guerras desnecessárias de todo dia , de Bin Laden, e de outros idealistas que perderam o rumo.

Temos uma estranha mania de perenizar tudo, de super valorizar o transitório e esquecer o perene, o que permanece. O discípulo está deslumbrado com a grande obra de construção que o homem pode fazer, Jesus está preocupado com a grande obra de redenção que está por ser feita; tudo o mais passará: templos, prédios, costumes, beleza, riqueza; então é melhor guardar o tesouro do céu, e não somente investir nos tesouros da terra.

Em nossa vida, em muitas situações olhamos para o passado, e dizemos como o jovem rico da parábola: Alma come, bebe, regala-te, tens em tesouro muitos bens. Ou nos orgulhamos da reputação que construímos, da educação que demos aos filhos, do patrimônio econômico financeiro que deixaremos para os herdeiros, da coleção de selos que por trinta anos ocupou a nossa atenção, etc.

Não ficará pedra sobre pedra, não ficará vestígio da civilização, não restará nada que cause orgulho extremo , as pedras da vaidade cairão, também as da violência, do apego exagerado as coisas desse mundo, a super valorizada cultura do corpo, as diferenças étnicas, culturais, comportamentais, de classe, tudo passará.

Mais cedo ou mais tarde, todos estaremos diante do “Altíssimo”, e seremos julgados, mais pelo que fomos, do que pelo que fizemos. E não haverá nada que o pai ou a mãe possa fazer por nós, não haverá nada que possamos fazer naquele momento, o que tínhamos de fazer ou não, já estará feito; então se seguirá o “Juízo final”, cada um dará conta de si mesmo a Deus.

Nesses dias, de reflexão e dor, que a inspiração pelo exemplo de Jesus, nos anime a valorizar o outro, a não levar a vida tão a sério, a perdoar o máximo possível, a ligar de vez em quando para alguém que já tenha sido seu amigo, só para dizer que está sentindo saudade, e sobretudo, ajudar o máximo possível de pessoas a conhecerem a Jesus e a serem salvos por ele; porque não ficará pedra sobre pedra, que não venha a ser derrubada, no final só restará o amor, que deveremos amar uns aos outros.

Pr. José Magalhães Furtado

Independência ou morte!

Rev. José Magalhães Furtado

Quando o Senhor restaurou a sorte de Sião, ficamos como quem sonha. Então, a nossa boca se encheu de riso, e a nossa língua, de júbilo; então se dizia entre as nações: Grandes coisas o Senhor tem feito por eles. Com efeito, grandes coisas fez o Senhor por nós; por isso, estamos alegres. Restaura, Senhor, a nossa sorte, como as torrentes no Neguebe. Os que semeiam com lágrimas com júbilo ceifarão. Quem sai andando e chorando, enquanto semeia, voltará com júbilo, trazendo os seus feixes.” Salmo 126

A comemoração da independência brasileira, nos dá oportunidade de correlacionar a independência política, com a independência financeira, independência social, independência espiritual, entre outras.

O que vem a ser dependência: Estar sujeito ou subordinado, estar sob o domínio, autoridade, influencia ou arbítrio de outra pessoa, ou poder, define o dicionário. .

A independência é algo desejado por quem quer autonomia, e a
capacidade de gerir seu próprio destino, por essa causa a independência do Brasil se fez necessária, e o ato proclamatório em São Paulo e posteriormente na Bahia em 2 de julho de 1823, separou o Brasil de Portugal. De forma parecida buscamos por muitos anos a nossa independência do FMI (Fundo Monetário Internacional), que corroia as nossas finanças. Nos temos libertado de endemias como a malária, a febre amarela , de ser produtor unicamente de produtos primários e do subdesenvolvimento, mas precisamos avançar.

I – Independência para a vida ou dependência para a morte

Existe uma independência, que o povo brasileiro precisa buscar com toda a sua força que é a independência do pecado,dos vícios, das práticas que conspiram contra o bem estar do corpo, da alma e do espírito.

O Salmo 137 relata sobre a ida dos hebreus para o exílio, a escravidão, a dependência completa de uma nação que ganhou pela guerra o direito de interferir na vida, liberdade, vontades de um outro povo. Relato dramático, triste, de quem se deixou vencer. O salmo é como um canto fúnebre de uma nação outrora jubilosa e agora envergonhada pelo exílio em solo estrangeiro. Pendurem as nossas harpas dizem eles, não podemos cantar nessa situação, como podemos esquecer de Jerusalém.

II – Independência que traz alegria e vida

Já o Salmo 126 fala da alegria produzida pela libertação, felicidade de ver que a tristeza, o luto, a depressão ficaram para trás. Parece que é um sonho do qual não queremos acordar, um tipo de felicidade que queremos que todo mundo sinta, que todos a tenham. Quando o Senhor restaurou a sorte de Sião, cantavam alegremente, ficamos como quem sonha.

Independência deveria ser sinônimo de felicidade, de mesa farta, de filhos obedientes em torno da mesa dos pais. Independência deveria ser o motivo principal do trabalho diário do trabalhador, para chegar em um momento quando poderia descansar do seu trabalho e viver seus derradeiros dias com tranqüilidade. Independência deveria ser assemelhada à capacidade de viver com liberdade, indo e vindo em qualquer horário do dia ou da noite.

Independência deveria ser o direito de se ver os filhos de seus filhos, de não morrer cedo ou doente, de não contrair dívidas que não pudessem ser pagas. Independência deveria ser uma oportunidade de vivermos bem com todas as pessoas; as próximas ou as distantes, em perfeita harmonia e concordância.

III- Independência espiritual que interfere positivamente no ser integral

A maior dependência negativa que o ser humano tem cultivado, é a dependência ao pecado. Por essa causa os filhos saem de casa zangados, os irmãos deixam a igreja magoados, o casal vive aparentemente junto, mas separado pelas idéias, concepções, jeitos de ver a vida etc. Por essa causa há tanta criança abandonada nas ruas e dentro de casa, e também há tanto ajuntamento e não tantos casamentos.

Conhecerás a verdade e a verdade te libertará (João 8.32), só Jesus pode libertar as pessoas do jugo do pecado, da escravidão dos costumes, da dependência exagerada do outro, só Jesus pode mudar o nosso choro em riso.

Jesus quer contar conosco, fazer-nos agentes de libertação, promotores da independência, facilitadores de uma vida sem males, agregadores de família, conselheiros dos jovens, cuidadores espirituais dos idosos. Deus quer contar conosco para a maior independência que esse mundo já viu; independência total e irrestrita do pecado. Se todos conhecerem a verdade, teremos a maior sucessão de independência de toda história. Homem e mulheres que terão retiradas as suas correntes, algemas que aprisionavam, mas que serão quebradas. Multidões que se tornarão independentes do tóxico, do sexo ilícito e do pecado mais comum; é tempo de independência. Independência ou morte!

IV – Conclusão

Em 1994 com o apartheid, multidões de pessoas foram abençoadas na África do Sul, mas ainda existem restrições sociais, políticas e espirituais, que precisam serem quebradas, desfeitas em várias partes do planeta, e o povo de Deus tem sido convocado para curar enfermos, ressuscitar mortos, abris as vistas dos cegos e anunciar o tempo de salvação.poderemos ser capazes de em nome de Deus sair por aí proclamando a libertação, a independência das pessoas do pecado que as separava de Deus.Poderemos agregar pessoas, treiná-las, animá-las e enviá-las a fazerem discípulos de todas as nações, batizando-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, pois esse é o tempo de Independência ou morte !

Rev. José Magalhães Furtado

Vários cristos, mas só Um salvador, vários deuses, mas só um Todo Poderoso!

Rev. José Magalhães Furtado

Tendo cancelado o escrito da dívida, que era contra nós e que constava de ordenanças, o qual nos era prejudicial, removeu-o inteiramente cravando-o na cruz; e, despojando os principados e as potestades, publicamente os expôs ao desprezo, triunfando deles na cruz.” Cl 3.14-15

A cidade é sem dúvida nenhuma o lugar das maiores batalhas espirituais, seja o Rio de Janeiro, Calcutá, Durbã ou Guatemala. Todas as cidades tem seus deuses protetores, manifestam a sua religiosidade, vivem em torno de suas crenças.

È impossível não constatar que existe um poder maligno por trás de toda jogatina, prostituição e vício na cidade de Las Vegas. Ou acreditar que não existe nenhuma correlação espiritual que tem unido o carnaval , à prostituição, violência, e a corrupção na cidade do Rio de Janeiro; e a cidade de Salvador com a sua multidão de deuses, e festas em todos os dias do ano, com certeza uma potestade espiritual, sustenta e fortalece a cidade, o ano inteiro.

È preciso reconstruir a cidade, da mesma maneira que Neemias, precisamos chorar pela cidade, jejuar pela cidade, nos quebrantar pela cidade e implorar a misericórdia do Senhor pelo espaço geográfico que escolhemos para viver, e também pelos demais.

Neemias e Esdras tiveram muita dificuldade em tomar as dores da cidade, como suas. Estar perto, andar pelas ruas, observar a situação das pessoas, e ter um plano para a recuperação da cidade. Às vezes isso inclui, toda sorte de embargo, provocações, e violência, mas quem coloca a mão no arado não pode olhar para trás.

Precisamos de Deus para reconstruir a cidade, como encontrá-lo ? O profeta Isaias assegura que é Deus que está a nossa procura: “A quem enviarei, e quem há de ir por nós? Disse eu: Eis-me aqui, envia-me a mim. Is 6.8 Se Deus nos procura se obedientes queremos encontrá-lo, isso acontecerá.

Antes de endireitar a cidade, precisamos primeiro corrigir a nossa vida, restaurar o altar, apresentar o holocausto, acender o fogo. Entrar no Santo dos Santos, nunca foi tão indispensável como nos dias de hoje. Ver o Senhor face a face e ouvir a sua voz e orientação, é premissa norteadora de não se afastar do rumo proposto.

Muita coisa precisa ser feita, e cada um pode fazer um pouco, na mesma direção, debaixo da mesma autoridade, para que o todo se complete. Se na partida de futebol cada um jogar como quizer, o resultado será desastroso, imagine na Igreja!

Abrão saiu de Ur dos Caldeus para fazer a sua parte, Moisés subiu o Monte para saber qual era a parte dele, Elias ordenou que chovesse e noutro momento caísse fogo do céu, Ester intercedeu ao rei Assuero autorização para que os judeus pudessem se defender dos seus inimigos, Davi transformou um bando de pessoas em uma nação, Salomão edificou um templo majestoso. Qual é a sua tarefa na reconstrução da cidade ?

Jesus na cruz com o seu sacrifício, cancelou a nossa dívida contraída com o “adversário” nos deixando livres, despojou principados e potestades, expondo-os ao desprezo. Se propôs encher-nos com o Espírito Santo, nos dotar de dons espirituais para capacitar-nos e encorajar-nos para a luta.

Então ficou fácil cumprir a grande comissão: Ir a todo mundo e pregar o evangelho a cada criatura, também curar os enfermos e expulsar o demônio. Dar de graça o que de graça recebemos e esperar a premiação que todo vitorioso receberá.

Toda cidade deverá ser re-conquistada para o Senhor, todo povoado deverá ser abalado pelo anúncio da nova vida em Cristo Jesus. Toda rua precisará ser devolvida ao seu verdadeiro dono, para que as festas sejam momentos de adoração ao Senhor e não exaltação ao inferno.

Rev. José Magalhães Furtado

A evangelização na segunda década do século XXI

Rev. José Magalhães Furtado

Jesus percorria toda a Galiléia, ensinando nas sinagogas, pregando o evangelho do Reino e curando toda a sorte de doenças e enfermidades entre o povo.” Mt 4. 23

Uma das conferencias mais provocativas do Concilio Mundial do Metodismo em Durbã, na África do Sul, se deu em torno do que fazer com as igrejas européias vazias, e imigrantes ilegais aos montes na Europa.

Formamos nosso grupo com brasileiros para discutir essa sofrida realidade. Alguns que tinham passado recentemente pelo “velho continente”, falavam de Catedrais Metodistas na Inglaterra freqüentada por 13 pessoas, ou algumas na Alemanha cuja assistência não passava de dez pessoas.

Muitas propostas foram apresentadas para posterior análise da comissão responsável pela área; mas o que mais me inquietou é que esse esvaziamento é um retrato de um afastamento de Deus pela igreja, que não foi percebido, nem corrigido.

Não nos preocuparmos com a unidade, não valorizarmos o outro, ignorarmos a advertência da não conformação com o presente século, que nos transformassemos pela renovação de nossa mente, para que experimentássemos a boa agradável e perfeita vontade de Deus, foram algumas das raízes da tragédia européia.

O evangelho de Mateus testemunha que Jesus percorria por toda a Galiléia, em busca das pessoas; ensinando, curando e pregando o evangelho do Reino. Era comum para Jesus percorrer 70 km para ganhar uma preciosa vida para o Reino de Deus. Discipular essa pessoa, sarar o corpo e a alma e incentivá-la a anunciar adiante o que Deus fizera na sua vida pessoal, era um ideal que tinha que ser seguido.

Entendo que sem o Pentecoste a igreja teria permanecido de portas fechadas, receosa do que lhe pudesse acontecer. Com o Pentecoste abriram as portas, saíram para as ruas , praças ,e colheram frutos aos milhares; mesmo com a perseguição que apareceu e com as vidas dos mártires ceifadas impunemente.

Uma de nossas literaturas, compartilhou recentemente o depoimento de um velho chinês convertido ao evangelho, trazido aos Estados Unidos para conhecer a igreja americana; ele disse: O que me causa admiração, é a quantidade de coisas que vocês podem fazer sem o Espírito Santo.

“Houve um tempo em que o alarido vindo do púlpito em Nova York, fazia bares e meretrícios fecharem as portas; na Inglaterra governos podiam ser derrubados pela voz dos grandes pregadores não conformistas”, mas esse quadro infelizmente mudou.

Ainda com as complicações geradas pelas festas de rua no Jacarezinho, em Parque União, e em outros lugares na mente, constato que a pregação e o testemunho, ganharam muitos concorrentes: Rádio e Televisão que levam o entretenimento e até a pregação para as casas, facilitando a não ida aos santuários; a violência das ruas que torna as pessoas mais temerosas de saírem principalmente à noite,o lazer disponível nas residências como um incentivador a não ida aos cultos e o comodismo.

Mas os profetas bíblicos anunciaram um tempo da renovação da esperança, pois um broto iria nascer da árvore caída (Is 11.1s), fazendo com que o lobo habitasse com o cordeiro, e a ursa convivesse com a vaca em harmonia, porque a terra se encheria do conhecimento do Senhor, como as águas cobrem o mar.

O evangelismo sob a direção do Espírito Santo, será a ferramenta mais notável da conquista de gerações; a implementação de grupos pequenos, o meio mais eficaz de promover a fraternidade,crescimento e o ensino. A ousadia por conquistar territórios da mão do “adversário”, a mais sublime missão para os Metodistas do século XXI.

Rev. José Magalhães Furtado