Rev. José Magalhães Furtado
Banhada pelo Oceano Indico e pelo Golfo de Adem, a Somália faz divisa com o Djibuti, a Etiópia e o Quênia. O clima de elevadas temperaturas , escassas e irregulares incidências de chuva, principalmente ao norte. População nômade e seminômade em sua maioria, restando 25% de componentes sedentários agrícolas e urbanos.
Com exceção de Hargeysa, todas as cidades importantes estão situadas na costa, mas só Mogadíscio, a capital, tem mais de 1000.000 habitantes.A Somália tem uma população de 7,5 milhões de pessoas, dos quais metade precisa de ajuda para sobreviver. O idioma é o cussita, se organizam em clãs e são majoritariamente da religião do Islã.
Contando com uma agricultura subdesenvolvida baseada na agricultura e na pecuária, cultivam banana, milho,sorgo,mandioca, cana de açúcar. A seca, as inundações, a inflação, a crescente dívida externa e a guerra, tem deixado a economia bastante debilitada. Nem a sobrevivência ao período colonial tem sido tão difícil como a presente sobrevivência diante desta severa seca.
O país vive uma das piores secas dos últimos 50 anos, que tem levado a um Êxodo sem precedentes ,de milhares de somalis para o Quênia e para a Etiópia, fugindo da guerra, da fome e da morte. A UNICEF estima que 780.000 crianças correm o risco de morrer se não receberem ajuda humanitária imediata.
Sem governo central há 20 anos, desde a queda do ditador Mohamed Siad Barre, tendo o vácuo de poder sido ocupado por duas milícias: União Africana (Amisom) e Al Shabaab. Sem contar que a Somália nunca foi verdadeiramente desarmada, havendo no território, milícia das milícia e Senhores da guerra, o que mostra o tamanho do caos em que o pais está metido.
Em 1990, na tentativa de levar alimento à população oprimida pelas milícias, os Estados Unidos enviaram 25.000 soldados para furarem o bloqueio, permitindo o alimento chegar aos necessitados; essa guerra de guerrilha foi um dos maiores fracassos das Forças Armadas Americanas.
O filme “Black Hawk Down” mostrou o terror que foi aquela batalha em que 18.000 mil soldados americanos morreram, sem conseguir desmantelar as milícias, e sem cumprir integralmente o intento de fazer o alimento chegar aos famintos.As milícias conseguiram capturar boa parte dos alimentos, criaram uma rede criminal que vendeu os alimentos saqueados lucrando milhões de dólares, fortalecendo o terrorismo.
Em 2011, o Programa Alimentar Mundial e outros, ainda estão distribuindo comida, em um novo modelo; dando o dinheiro ou o vale alimentação, para que o necessitado compre o seu próprio alimento, gerando com isso uma rede privada de comercio de alimentos, que pode melhorar a economia da região.
Incluindo à Somália, o Quênia e a Etiópia, o total de crianças em situação de desnutrição severa é da ordem de 2,3 milhões nesse momento. Diante desse quadro, mais de mil pessoas estão fugindo por dia, em uma paisagem repleta de bandidos anárquicos e milicianos, caminhando durante semanas para chegar aos portões do maior acampamento de refugiado do mundo, em Dadaad, no norte do Quênia.
A milícia Al-Shabaab, aliou-se ao Al-Qaeda e transformou a Somália, em um ponto central do terrorismo mundial, pior do que isso não podia acontecer.
O governo Queniano diz estar sobrecarregado e tem impedido as Nações Unidas de abrir um novo acampamento de US$ 15 milhões em Dadaad, que poderia ajudar a absorver o fluxo; no entanto, o risco dessas pessoas nunca mais quererem voltar, forçará o governo do Quênia a absorver quase mais uma população, com os riscos decorrentes de cuidar de tamanho contingente de exilados.
Muitas agências estão ajudando e tentando ajudar, sob o comando da ONU:
- Programa Mundial de Alimentos
- UNICEF
- Agencia de Refugiados das Nações Unidas
- Médicos sem Fronteiras
- Cruz Vermelha Internacional
- CARE
- Save the Children
- Action AID
Recentemente na reunião de cúpula sobre a fome em Nairóbi, no Quênia, o Primeiro Ministro da Etiópia, Meles Zenawi, propôs estabelecer corredores humanitários à força de modo que a ajuda alimentar possa ser entregue nas áreas controladas pelo Al-Shabaab . No entanto poucos doadores ocidentais se animaram a enfrentar outra guerra para fazer chegar o alimento aos famintos. O problema não é só a falta do alimento, mas a dificuldade de faze-lo chegar aos famintos somalianos.
Conclamo cada pessoa de boa vontade, a se inserir numa cruzada espiritual de oração, clamor e jejum; que quebre a estrutura demoníaca de opressão, que destina para a morte milhões de pessoas na Somália; estrutura essa, que tem como pretensão construir um novo país, ou poder explorar livremente as riquezas do subsolo somaliano, ou fazer da Somália o paraíso do terrorismo internacional etc.
“A oração do justo, pode muito em seus efeitos” Tg 5.16, então vamos orar ao Senhor, esperando o mover de Deus, já que a forças das armas não conseguiram, a diplomacia falhou. Deus não falhará em todos os seus propósitos, para o povo da Somália, e para os sofredores do mundo todo. Oremos. Amém!
Rev. José Magalhães Furtado
Fontes:
- Grandes Impérios e Civilizações- Edições Prado
- Internet

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