Rev. José Magalhães Furtado
“Jesus percorria toda a Galiléia, ensinando nas sinagogas, pregando o evangelho do Reino e curando toda a sorte de doenças e enfermidades entre o povo.” Mt 4. 23
Uma das conferencias mais provocativas do Concilio Mundial do Metodismo em Durbã, na África do Sul, se deu em torno do que fazer com as igrejas européias vazias, e imigrantes ilegais aos montes na Europa.
Formamos nosso grupo com brasileiros para discutir essa sofrida realidade. Alguns que tinham passado recentemente pelo “velho continente”, falavam de Catedrais Metodistas na Inglaterra freqüentada por 13 pessoas, ou algumas na Alemanha cuja assistência não passava de dez pessoas.
Muitas propostas foram apresentadas para posterior análise da comissão responsável pela área; mas o que mais me inquietou é que esse esvaziamento é um retrato de um afastamento de Deus pela igreja, que não foi percebido, nem corrigido.
Não nos preocuparmos com a unidade, não valorizarmos o outro, ignorarmos a advertência da não conformação com o presente século, que nos transformassemos pela renovação de nossa mente, para que experimentássemos a boa agradável e perfeita vontade de Deus, foram algumas das raízes da tragédia européia.
O evangelho de Mateus testemunha que Jesus percorria por toda a Galiléia, em busca das pessoas; ensinando, curando e pregando o evangelho do Reino. Era comum para Jesus percorrer 70 km para ganhar uma preciosa vida para o Reino de Deus. Discipular essa pessoa, sarar o corpo e a alma e incentivá-la a anunciar adiante o que Deus fizera na sua vida pessoal, era um ideal que tinha que ser seguido.
Entendo que sem o Pentecoste a igreja teria permanecido de portas fechadas, receosa do que lhe pudesse acontecer. Com o Pentecoste abriram as portas, saíram para as ruas , praças ,e colheram frutos aos milhares; mesmo com a perseguição que apareceu e com as vidas dos mártires ceifadas impunemente.
Uma de nossas literaturas, compartilhou recentemente o depoimento de um velho chinês convertido ao evangelho, trazido aos Estados Unidos para conhecer a igreja americana; ele disse: O que me causa admiração, é a quantidade de coisas que vocês podem fazer sem o Espírito Santo.
“Houve um tempo em que o alarido vindo do púlpito em Nova York, fazia bares e meretrícios fecharem as portas; na Inglaterra governos podiam ser derrubados pela voz dos grandes pregadores não conformistas”, mas esse quadro infelizmente mudou.
Ainda com as complicações geradas pelas festas de rua no Jacarezinho, em Parque União, e em outros lugares na mente, constato que a pregação e o testemunho, ganharam muitos concorrentes: Rádio e Televisão que levam o entretenimento e até a pregação para as casas, facilitando a não ida aos santuários; a violência das ruas que torna as pessoas mais temerosas de saírem principalmente à noite,o lazer disponível nas residências como um incentivador a não ida aos cultos e o comodismo.
Mas os profetas bíblicos anunciaram um tempo da renovação da esperança, pois um broto iria nascer da árvore caída (Is 11.1s), fazendo com que o lobo habitasse com o cordeiro, e a ursa convivesse com a vaca em harmonia, porque a terra se encheria do conhecimento do Senhor, como as águas cobrem o mar.
O evangelismo sob a direção do Espírito Santo, será a ferramenta mais notável da conquista de gerações; a implementação de grupos pequenos, o meio mais eficaz de promover a fraternidade,crescimento e o ensino. A ousadia por conquistar territórios da mão do “adversário”, a mais sublime missão para os Metodistas do século XXI.
Rev. José Magalhães Furtado
