Rev. José Magalhães Furtado

Quando o Senhor restaurou a sorte de Sião, ficamos como quem sonha. Então, a nossa boca se encheu de riso, e a nossa língua, de júbilo; então se dizia entre as nações: Grandes coisas o Senhor tem feito por eles. Com efeito, grandes coisas fez o Senhor por nós; por isso, estamos alegres. Restaura, Senhor, a nossa sorte, como as torrentes no Neguebe. Os que semeiam com lágrimas com júbilo ceifarão. Quem sai andando e chorando, enquanto semeia, voltará com júbilo, trazendo os seus feixes.” Salmo 126

A comemoração da independência brasileira, nos dá oportunidade de correlacionar a independência política, com a independência financeira, independência social, independência espiritual, entre outras.

O que vem a ser dependência: Estar sujeito ou subordinado, estar sob o domínio, autoridade, influencia ou arbítrio de outra pessoa, ou poder, define o dicionário. .

A independência é algo desejado por quem quer autonomia, e a
capacidade de gerir seu próprio destino, por essa causa a independência do Brasil se fez necessária, e o ato proclamatório em São Paulo e posteriormente na Bahia em 2 de julho de 1823, separou o Brasil de Portugal. De forma parecida buscamos por muitos anos a nossa independência do FMI (Fundo Monetário Internacional), que corroia as nossas finanças. Nos temos libertado de endemias como a malária, a febre amarela , de ser produtor unicamente de produtos primários e do subdesenvolvimento, mas precisamos avançar.

I – Independência para a vida ou dependência para a morte

Existe uma independência, que o povo brasileiro precisa buscar com toda a sua força que é a independência do pecado,dos vícios, das práticas que conspiram contra o bem estar do corpo, da alma e do espírito.

O Salmo 137 relata sobre a ida dos hebreus para o exílio, a escravidão, a dependência completa de uma nação que ganhou pela guerra o direito de interferir na vida, liberdade, vontades de um outro povo. Relato dramático, triste, de quem se deixou vencer. O salmo é como um canto fúnebre de uma nação outrora jubilosa e agora envergonhada pelo exílio em solo estrangeiro. Pendurem as nossas harpas dizem eles, não podemos cantar nessa situação, como podemos esquecer de Jerusalém.

II – Independência que traz alegria e vida

Já o Salmo 126 fala da alegria produzida pela libertação, felicidade de ver que a tristeza, o luto, a depressão ficaram para trás. Parece que é um sonho do qual não queremos acordar, um tipo de felicidade que queremos que todo mundo sinta, que todos a tenham. Quando o Senhor restaurou a sorte de Sião, cantavam alegremente, ficamos como quem sonha.

Independência deveria ser sinônimo de felicidade, de mesa farta, de filhos obedientes em torno da mesa dos pais. Independência deveria ser o motivo principal do trabalho diário do trabalhador, para chegar em um momento quando poderia descansar do seu trabalho e viver seus derradeiros dias com tranqüilidade. Independência deveria ser assemelhada à capacidade de viver com liberdade, indo e vindo em qualquer horário do dia ou da noite.

Independência deveria ser o direito de se ver os filhos de seus filhos, de não morrer cedo ou doente, de não contrair dívidas que não pudessem ser pagas. Independência deveria ser uma oportunidade de vivermos bem com todas as pessoas; as próximas ou as distantes, em perfeita harmonia e concordância.

III- Independência espiritual que interfere positivamente no ser integral

A maior dependência negativa que o ser humano tem cultivado, é a dependência ao pecado. Por essa causa os filhos saem de casa zangados, os irmãos deixam a igreja magoados, o casal vive aparentemente junto, mas separado pelas idéias, concepções, jeitos de ver a vida etc. Por essa causa há tanta criança abandonada nas ruas e dentro de casa, e também há tanto ajuntamento e não tantos casamentos.

Conhecerás a verdade e a verdade te libertará (João 8.32), só Jesus pode libertar as pessoas do jugo do pecado, da escravidão dos costumes, da dependência exagerada do outro, só Jesus pode mudar o nosso choro em riso.

Jesus quer contar conosco, fazer-nos agentes de libertação, promotores da independência, facilitadores de uma vida sem males, agregadores de família, conselheiros dos jovens, cuidadores espirituais dos idosos. Deus quer contar conosco para a maior independência que esse mundo já viu; independência total e irrestrita do pecado. Se todos conhecerem a verdade, teremos a maior sucessão de independência de toda história. Homem e mulheres que terão retiradas as suas correntes, algemas que aprisionavam, mas que serão quebradas. Multidões que se tornarão independentes do tóxico, do sexo ilícito e do pecado mais comum; é tempo de independência. Independência ou morte!

IV – Conclusão

Em 1994 com o apartheid, multidões de pessoas foram abençoadas na África do Sul, mas ainda existem restrições sociais, políticas e espirituais, que precisam serem quebradas, desfeitas em várias partes do planeta, e o povo de Deus tem sido convocado para curar enfermos, ressuscitar mortos, abris as vistas dos cegos e anunciar o tempo de salvação.poderemos ser capazes de em nome de Deus sair por aí proclamando a libertação, a independência das pessoas do pecado que as separava de Deus.Poderemos agregar pessoas, treiná-las, animá-las e enviá-las a fazerem discípulos de todas as nações, batizando-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, pois esse é o tempo de Independência ou morte !

Rev. José Magalhães Furtado