Rev. José Magalhães Furtado
““Obedecemos, pois, à voz de Jonadabe, filho de Recabe, nosso pai, em tudo quanto nos ordenou; de maneira que não bebemos vinho em todos os nossos dias, nem nós, nem nossas mulheres, nem nossos filhos, nem nossas filhas.” Jr 35.8
Os Recabitas, eram originários dos Queneus, e de Jonadabe. Quando Jeú os convida em 2Rs 10.15-24, para testemunharem o aniquilamento dos adoradores de Baal, esse povo nômade , fugitivos dos Caldeus, são usados por Deus como modelos de fidelidade e obediência, que não era encontrada em Israel.
Por duzentos e cinqüenta anos, obedecendo a ordem de seu antepassado, não bebiam vinho,não edificavam casa, não faziam sementeira, não plantavam e não tinham vinha. Não tiveram interesse de atualizar a ordem de seu antepassado, nem a contextualizaram; simplesmente obedeceram, sem perguntar pela relevância de uma palavra num contexto tão distante. Não discutiram, obedeceram; as novas gerações desse pequeno povo, da mesma maneira obedeciam, sem questionar.
Testados por Jeremias nas câmaras do templo, repetiram sem constrangimento: “Não bebemos vinho”. Não estavam preocupados com o costume judaico de beber vinho, nem com o julgamento que o profeta poderia fazer deles, não ficaram temerosos de que seu gesto de recusar celebrar a aliança com o vinho, pudesse causar um mal estar nas relações, mantiveram-se coerentes com a sua tradição, com o legado que receberam de seus antepassados; preferiram ser fiéis e obedecer o ancestral.
Deus usa esse exemplo, e manda o profeta dizer ao povo de Israel, que os Recabitas obedeciam a uma ordem dada a pelo menos duzentos e cinqüenta anos, enquanto Deus falava todo o dia, e o seu povo não obedecia.
Jesus propõe um novo pacto, uma nova aliança a homens e mulheres, inclusive aos do nosso tempo: “Se permanecerdes na minha palavra, sois verdadeiramente meus discípulos; conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”. João 8.31-32 Jesus insiste em que se faça discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, ensinando-os a guardar todas as coisas, que nos tem sido ensinado, e Ele estaria conosco todos os dias, até a consumação dos séculos.
Um novo pacto de fidelidade total e obediência a Deus pode ser possível :
Ninguém acima de Deus
Nada mais importante que sua palavra
Nenhuma vontade maior, que a do Senhor Jesus
Nada mais relevante que fazer discípulos e ensiná-los
Nenhuma alegria maior do que ver Deus intervir na nossa limitada existência
Nenhuma prazer maior que o da salvação
Nenhum premio maior que:combater o bom combate, acabar a carreira e guardar a fé!
Amém!
Rev. José Magalhães Furtado



